Comentários de Meishu Sama sobre o Ensinamento Fé

Comentários de Meishu Sama sobre o Ensinamento Fé


"Este Ensinamento foi escrito a partir do testemunho de uma pessoa católica que havia recebido muitas graças na Messiânica e se encontrava indecisa, não sabendo se deveria converter-se à nova religião.

Na verdade constitui um relato sobre as alegrias e conflitos do cristão. Muitas vezes, já encontrei pessoas nessa situação, às quais sempre explicava que a principal causa de um sentimento tão angustiante era a fé shojo que professavam. Freqüentemente católicos e evangélicos estão vivenciando essa experiência.

Também em outros setores da sociedade, é bastante comum um comportamento semelhante. Por exemplo, no Japão, durante a guerra, a honra máxima consistia em morrer pelo Imperador. Assim, eram educados os jovens. Tal atitude, analisada agora, revela o ridículo de uma prática hoje totalmente inaceitável.

Uma outra atitude shojo pode ser encontrada quando as pessoas dizem: “Sou budista”, “Sou cristão”, “Sou messiânico”. Com essas expressões, estabelecem preconceitos e começam a criticar outras religiões, numa atitude completamente incorreta.

Eu acho que, se precisassem estabelecer um nome, vocês deveriam dizer que seguem um pensamento universal. Eu já o denominei Sekai Meshya Kyo (Ensinamento que salva o mundo). Não me importa qual credo a pessoa segue. O fundamental é não haver nenhuma rivalidade entre as religiões. Posturas fundamentadas em pensamentos shojo, geradores de confrontos, são, portanto, as que prejudicam, de fato, a salvação.

Até mesmo no que se refere ao país de origem, não está certo dizer, por exemplo, eu sou japonês. Com relação a esse pormenor, algo curioso aconteceu comigo no final da Segunda Guerra. Como eu não fizera nenhum comentário a respeito, uma pessoa me perguntou qual a minha nacionalidade e eu lhe respondi que era um homem universal. Ao mesmo tempo, expliquei-lhe que, se todos os japoneses fossem universalistas, nunca iriam invadir as terras dos outros nem provocariam guerras. Quem me ouvia ficou muitíssimo surpreso.

Semelhantemente, várias outras pessoas comentam que a Messiânica possui preceitos admiráveis, porque não critica religião alguma. Se, contudo, o fizesse, estaria agindo de maneira errada, pois jamais poderia tecer algum comentário inadequado a segmentos que também lhe pertencem.

A verdadeira fé deve, portanto, ser praticada com base num pensamento de universalidade. Apoiado também nessa mesma norma, sempre estou afirmando que os messiânicos têm plena liberdade para estudar e analisar quaisquer outras religiões ou filosofias. Se não estiverem satisfeitos, poderão optar livremente por um novo credo entre os demais existentes.

É bom, entretanto, todos vocês saberem que, embora eu faça essas recomendações referentes à liberdade de escolha, tenho absoluta convicção de que não existem Ensinamentos melhores que os da Messiânica. Não me causa, por isso, constrangimento algum a perda de seguidores, como acontece com os dirigentes de certas religiões, os quais proíbem os seus adeptos de pesquisar e entender os fundamentos de outros credos.

Vou citar alguns casos interessantes que podem ilustrar a certeza do meu pensamento. Conheci há tempos, na região de Fukagawa, o dono de uma casa de banho cuja filha sofria de reumatismo. Encontrava-se num estado tal que não conseguia mais fechar as mãos. Eram adeptos do Budismo e cultuavam Amida, Deus Lunar. Expliquei-lhes que a causa do reumatismo estava ligada ao culto dessa divindade. Embora antigamente fosse uma atitude correta, naquele momento, os antepassados estavam querendo avisar, através daquela moléstia, que os tempos haviam mudado e, por isso, não deveriam mais rezar para Amida. Teriam, então, a partir dali, de fazer oração para Kannon.

Apesar das minhas explicações, a família recusou-se a mudar de idéia; não entendeu onde se encontrava o ponto focal da doença. Como conseqüência, nada pude fazer e deixei de ministrar-lhe Johrei.

Acompanhei ainda outro drama vivido também por um proprietário de casa de banho que tinha um problema na perna. Quando estava quase curado, não veio mais receber Johrei. Estranhei tal atitude. Mais tarde fui informado por um vizinho seu que ele havia melhorado bastante. Imaginava, porém, que, se fosse totalmente curado, não poderia mais chegar perto de Amida, pois, se o fizesse, estaria comportando-se como um traidor. De nada adiantou, por isso, ter-lhe ministrado Johrei.

Mais um caso ocorreu com um adepto da religião Tenrikyo. Toda vez que eu lhe aplicava Johrei, ele melhorava consideravelmente. Quando, porém, era atendido pelo ministro da sua Igreja, piorava. Certa vez, chegou a me dizer que ninguém poderia saber que ele estava recebendo Johrei. Assim, se fosse curado, o mérito da sua recuperação seria atribuído à Tenrikyo.

Por se tratar de uma pessoa que não estava sendo sincera, embora eu a tivesse atendido com muita dedicação, não valeu a pena. Deixei também de ministrar-lhe Johrei. E ainda, para completar, o ministro da Tenrikyo mandava-lhe confessar. A cada ato confessional, dizia-lhe que tinha muitas máculas e, por esse motivo, precisava realizar, repetidas vezes, o mesmo ritual. Chegou a um ponto tal, que este pobre adepto dizia já não ter mais relatos a fazer em confissão.

Na verdade, o ministro da Tenrikyo agia assim tentando justificar por que a cura não ocorria. Daí a razão de, como desculpa, atribuir os resultados insatisfatórios à grande quantidade de máculas que, segundo ele, possuía o infeliz adepto."




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